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A educação é fundamental para erradicar o trabalho infantil

No marco do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, comemorado dia 12, a Organização Mundial do Trabalho (OIT) denunciou que cerca de 75 milhões de crianças no mundo não têm acesso à educação primária e começam a trabalhar desde muito cedo. O relatório completo da OIT, intitulado “Um futuro sem trabalho infantil”, constatou que 246 milhões de crianças, ou seja, uma entre cada seis crianças entre 5 e 17 anos, desenvolvem atividades laborais. Entre as novas e surpreendentes conclusões do relatório foi verificado também que uma entre cada oito crianças no mundo, ou seja, 179 milhões continuam expostas às piores formas de trabalho infantil, situação que coloca em perigo o seu bem-estar físico, mental ou moral. "Devemos trabalhar para que todas as crianças tenham direito à educação e para que não precisem trabalhar para sobreviver", afirmou o diretor geral da OIT, Juan Somavia. A educação foi o eixo central das reflexões deste Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, quando se vislumbrou a necessidade de romper o círculo vicioso que gera a pobreza e a participação dos menores em atividades econômicas. Dados divulgados pelo Fundo de Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam que do total de meninos e meninas que trabalham, mais de 100 milhões estão envolvidos em atividades agrícolas em regiões rurais, onde o acesso às escolas e a disponibilidade de professores é muito limitada. "Para muitas crianças no mundo, em particular para aquelas de famílias pobres, o direito à educação continua sendo um conceito abstrato, muito longe da realidade cotidiana", agregou Somavia. A OIT, o Unicef e outros organismos consideram a educação a melhor resposta para reduzir e erradicar o trabalho infantil. O ensino, argumentam, deve servir também para impulsionar a igualdade de gênero, já que meninas são as mais prejudicadas quando deixam de freqüentar a sala de aula. "Quando uma família deve tomar uma decisão entre enviar um menino ou uma menina à escola, com freqüência é a menina que perde", disse o diretor geral da OIT. Segundo dados do Unicef, 90% das crianças que trabalham como ajudantes domésticas na América Latina são meninas. Na África, onde uma entre cada três crianças exerce atividade laboral, apenas 59% das meninas freqüentam a escola primária.

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